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Sadio Mané é um grande jogador e um grande Homem!

O Senegal passa a integrar o lote de selecções que vão disputar uma final do Campeonato Africano das Nações, de modo consecutivo que era um feito ao alcance de poucos países, portanto, igual as selecções, do Egipto, Ghana, Camarões e a África do Sul.

Mas os adeptos senegaleses, deixaram de pensar que é um feito extraordinário jogar finais, e têm razões para isso, pela qualidade de craques que vestem a camisola daquele país.

É um exercício dispensável nomear os craques, para quem acompanha as ligas europeias. De todo o modo, basta apenas três para se ter a ideia da dimensão do que é hoje o Senegal: Sadio Mané, do Liverpool, Idrissa Gana, do Paris Saint Germain, e E. Mendy, guarda-redes titular do Chelsea da Inglaterra.

Com essa legião de craques é legítimo que os adeptos senegaleses queiram mais do que  estar apenas na final, querem o título, e podem tê-lo, pois, talentos maias que suficientes, têm apenas de fazer uma coisa, além de colocar o talento em campo, terem de facto, o espírito de campeões, usando a cabeça.

O adversário desta tarde, chama-se Egipto, que joga pela décima vez uma final da Taça de África das Nações, nenhuma outra conseguiu feito igual. O Egipto, como se sabe, ganhou sete das nove finais que disputou. É este “obstáculo” que os Leões da Teranga terão de ultrapassar para erguer, pela primeira vez, o título.

Ghana tem nove finais, cinco das quais perdidas e os Camarões, sete, duas perdidas.

Em partidas dessa dimensão, o prognóstico de quem seja favorito não tem muita relevância, aliás, não existem favoritos.

De um lado temos Mané e do outro Salah. Qualquer um deles pode desequilibrar, fazer a diferença a partir de uma bola parada ou de uma jogada de génio.

Esta tarde/ noite advinha-se um jogo tal como foi Camarões – Egipto. Por outras palavras, uma equipa a jogar na emoção e na raça, por um lado, e a outra no erro e na possibilidade de resolver o jogo punindo qualquer erro dos defesas, ou fazer de tudo que o jogo vá para os pontapés a partir da marca das grandes penalidades. Ou mesmo arrastar o jogo até às grandes penalidades.

Está claro que será o Senegal a assumir as despesas, tentando explorar a velocidade dos seus avançados, enquanto o Egipto poderá adoptar a mesma postura que demonstrou noutros jogos, em particular com os Camarões.

Esse Egipto não joga bonito, quem assistiu ao Camarões-Egipto sentiu isso, entre uma equipa disposta a jogar e a outra a fazer cálculos.

Não será por isso qualquer surpresa ver o Egipto a festejar o seu oitavo título. As estatísticas dizem que os Faraós nunca perderam duas finais consecutivas.

Perderam em 1962 diante da Etiópia e a seguir venceram todas as outras (1998, 2006, 2008 e 2010). Voltaram a perder em 2017, em casa, e esta tarde/noite têm mais uma final pela frente.

Se as estatísticas representam alguma coisa para quem acredita nelas, então o Egipto poderá ser campeão africano, mais uma vez, ou seja, pela oitava vez, o que seria um grande feito.

O Sportsmídia realça nesta final não só o aspecto desportivo, mas a generosidade de Sadio Mané em ter disponibilizado uma enorme quantia em dinheiro para pagar o bilhete de passagem (ida e volta) aos Camarões, hotel e bilhete para a final do Campeonato Africano das Nações, para todo o cidadão senegalês que quiser assistir a final deste domingo. Um grande homem esse!

Para dirigir esta grande final foi nomeado pela Confederação Africana de Futebol (CAF)  que é disputada entre o Senegal e o Egito hoje domingo, no Estádio Paul Biya, na capital Yaoundé, o árbitro sul-africano Victor Gomes.

O sul-africano, de 39 anos, um dos árbitros mais conceituados do continente africano, já tinha apitado o encontro da primeira eliminatória entre Costa do Marfim e Argélia (3-1), e os quartos-de-final entre Senegal e Guiné Equatorial (3-1).

Gomes será assistido pelo compatriota Zakhele Thusi Granville Swela e Sooru Phatsoane do Lesoto.

Os marroquinos Adil Zourak, Bouchra Karboubi e Zakaria Brinsi estarão no VAR.

SPORTSMÍDIA

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