Há quarenta e um anos, Cabo Verde vencia a Guiné Bissau por 3 a 0, pela 2ª Jornada do Grupo B da 3ª Edição da Taça Amílcar Cabral, em Bamako, no Mali.
O triunfo expressivo com a maior diferença no marcador registrado até hoje foi mais do que uma vitória desportiva. Segundo um dos futebolistas, foi-lhes prometido dinheiro para vencerem a Guiné.
É que os dirigentes do regime na época que controlavam a Seleção Nacional estavam com o orgulho ferido, devido ao Golpe de Estado de 14 de Novembro de 1980 que pôs fim a um dos grandes sonhos de Amílcar Cabral, a Unidade Guiné – Cabo Verde.
O Sportsmídia soube que o clima do primeiro jogo entre as duas nações irmãs que lutaram juntas pela independência foi muito tenso. Conforme a mesma fonte, enquanto faziam o aquecimento, surgiu um vulto de costas para o campo a gritar para a bancada e gesticulando os braços e as mãos para baixo, incitando aos gritos repetidamente e de forma veemente “abaixo Cabo Verde”, “abaixo Cabo-Verdianos”.
Quando os atletas foram passar no túnel para entrar para o jogo, souberam que o vulto era, um dos ministros de então Governo do Nino Vieira.
A hostilidade só serviu para aumentar o desejo de vitória e Cabo Verde venceu por 3 a 0, golos do trio do Boavista da Praia, Silvino Balão e Rubón.
SPORTSMÍDIA
