Criada em 1979, a Taça Amílcar Cabral é muito mais do que uma competição futebolística. É um símbolo de unidade, cultura e identidade entre os povos da África Ocidental.
O seu regresso, agora com foco nos jogadores residentes (actuando nos campeonatos regionais), representa uma homenagem viva ao legado do nosso patrono.
O Sportsmídia sabe que é sempre bom recordar que Amílcar Cabral não foi apenas o grande líder da libertação de Cabo Verde e Guiné-Bissau, mas também foi futebolista.
Apaixonado pelo desporto, como componente humana, a disciplina e a mobilização desse povo.
Ao ver o seu nome novamente ligado a um torneio que promove a juventude e a integração regional, acreditamos que os seus ideais de unidade e dignidade africana continuam mais vivos do que nunca.
Uma competição de seleções de futebol que englobava os países da chamada Zona 2 do Conselho Supremo do Desporto em África (CSDA), na África Ocidental.
Era organizada pela União das Federações Oeste Africanas e teve o seu início em 1979 e contava com participações de Cabo Verde, Gâmbia, República da Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Senegal e Serra Leoa.
Na final Cabo Verde não teve tarefa fácil, pois tinha como adversário a seleção do Senegal, tendo vencido o jogo com muita determinação e querer dos seus jogadores com apoio do público presente.
A seleção que mais vezes venceu a referida competição, 8 vezes (República da Guiné venceu 5 vezes; Mali 3 vezes; Serra Leoa 2 vezes e Cabo Verde 1 vez).
Todos saúdam o regresso desta competição
CARDOSO DA SILVA
