Golos é com ele, o menino Papálelé

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Papálelé faz chapeu ao guarda-redes de E.I.F.F no Nacional Sub 17 em Porto Novo Foto: Marcos Fonseca

Ele é um jovem franzino mas que não foge a luta e sabe estar no lugar certo para dar o toque final pro golo e levar ao delírio os adeptos do quase centenário e maior campeão de Cabo Verde, o Mindelense.

Aos dezoito anos, o miúdo que na ficha de jogo é inscrito como Hélio Siva estreou na equipa principal do Tetra Campeão Nacional e não tremeu, balançou as redes oito vezes e conquistou o Troféu de Melhor Marcador do escalão maior do futebol de São Vicente logo na sua primeira participação na prova.

Seus golos não teriam o sabor que têm se não fosses associados ao seu nominho que não deixa ninguém indiferente, Papálelé. Isso mesmo seus golos e o nominho original já fazem dele um futebolista conhecido no país e na diáspora.

O menino goleador que mantém a tradição de décadas, da zona da Bela Vista fornecer craques aos Leões da Rua da Praia, explicou ao SportsMídia que a origem do nominho foi porque quando era pequeno, não conseguia dizer Papai e dizia Papálelé e os amigos do seu pai passaram a chamar-lhe assim.

A performance de Papélalé não é por acaso, é o resultado do investimento nos escalões de formação nos clubes, Atlântico de Monte Sossego, Batuque, Geração Benfica e Mindelense.

O Campeonato Nacional não é uma novidade para este goleador, apenas o escalão. Ele entrou em campo pela primeira vez para no Campeonato de Cabo Verde Sub 17, em 2014 no Porto Novo pelo seu Mindelense, lançado pelo treinador Lenine Monteiro (Leo). Mesmo sendo um dos mais novos da competição, mostrou personalidade e apresentou suas credenciais de artilheiro, marcou três golos.

Dois anos depois voltou a prova com o mesmo emblema ao peito e desta vez duplicou os golos creditados na sua conta pessoal, marcou seis, mas perdeu a final no Estádio da Várzea diante do Bola pa Frente.

Apesar de todo o sucesso e badalação, o primo do médio Mumutcha do Batuque que sonha ser Tubarão Azul e seguir carreira profissional avançou a este online desportivo que ainda não recebeu nenhuma proposta concreta para dar o salto do amadorismo para o profissional.

Hoje, Papálelé que leva três golos e já marcou em todos os nacionais que disputou, enfrentou o Académico do Aeroporto, no Estádio Marcelo Leitão e com um incentivo especial, o apoio do seu pai Lourenço que vive na ilha do Sal.

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