Heidilene Oliveira a atleta que apela mais inclusão social para os deficientes

Heidilene Oliveira a atleta que apela mais inclusão social para os deficientes

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Heidilene Patricia Oliveira Lopes,  nasceu a 12 de Janeiro de 1992, tem 28 anos, que está no desporto por paixão, que nas competições paralímpicas faz  parte dos T12 .

Como gosta de praticar actividade física, pois, era uma apaixonada pelo futebol até aos seus 17/18 anos, mas depois  começaram a aparecer os primeiros sintomas de visão, e, aos 22 anos foi-lhe diagnosticada uma retinose pigmentar (doença degenerativa).

Nessa altura Heidilene Oliveira estava a concluir a sua licenciatura, claro, que lhe alterou muito os seus planos, começando a procurar outras alternativas, pois, não encontrava um trabalho, que até hoje isso não se verifica.

Perante este cenário, começou a  procurar algo relacionado ao desporto, e, nessa altura teve a felicidade de conhecer Alcindo Lopes  treinador na Associação  Regional do Desporto Adaptado (ARDA).

Começou a frequentar os treinos de atletismo, sempre gostou de correr e durante os treinos esse referido treinador apercebeu que a velocidade era a grande arma dessa atleta.

A minha primeira vitória foi numa  competição  regional em 2019, onde conquistou primeiro lugar nos 100 metros e terceiro lugar nos 3 mil metros.

Na sua primeira participação no Campeonato Nacional de Desporto Paralímpico (Canadep) em 2019 , foi campeã nacional nos 100 metros, e, com essa vitória brilhante, Oliveira foi convocada para a selecção nacional, e, vejam lá, ficou qualificada para os Jogos Paralímpicos  no Japão, evento que foi adiado para 2021, por causa da Covid-19, mas o seu grande objectivo é representar Cabo Verde numa competição internacional.

Heidilene Oliveira não tem nenhum problema em falar da sua deficiência visual, encarando de frente à doença, assumindo que no princípio foi bastante difícil  de aceitar, mas hoje já se apercebeu que se consegue  realizar  várias actividades,  sentindo-se bem consigo mesma, apesar de ter algumas limitações, pois, no caminho que ela vai trilhar acredita que vai encontrar muitas dificuldades, mas é com elas que se constroem muros e pontes.

Segundo essa atleta, campeã nacional, a sua visão encontra-se da seguinte forma, explicando com pormenores e tudo, no olho  direito tem no máximo 3% de visão, no olho esquerdo 30 a 40% .

Oliveira disse ao Sportsmídia que neste momento, a sua  maior dificuldade é  deslocar sozinha nas ruas, alertando que tem apenas baixa visão, pois, ainda não é invisual .

Heidilene Oliveira continua seguindo com os seus treinos (acompanhada pela mãe), mostrando ao público mindelense, que ela tem um carácter, querer, força e uma motivação notáveis (ver foto), com foco nas futuras competições, aproveitando para agradecer aos seus treinadores Alcindo Lopes , Jailson oliveira, Armindo Dias (guia) Comité Paralímpico de Cabo Verde pelo apoio, e, ainda agradece a todos os seus familiares pelo apoio prestado.

Ela deixa uma palavra de incentivo, para que, os outros deficientes, não deixem de lutar pelos seus sonhos e objectivos.

E, no final dessa história, a atleta Heidilene Oliveira, deixa este apelo comovente, para que, haja mais inclusão social, não só  no desporto, mas também  na própria sociedade, ajudando os deficientes à nível profissional.

SPORTSMÍDIA

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