Broda deixou-nos para sempre

Broda deixou-nos para sempre

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Tinha que ser um domingo.

Ontem, 29 de Novembro de 2020, estava sendo um domingo normal para mim, mas à noite vi a triste notícia nas redes sociais, que tinha falecido António Manuel dos Santos, com 60 anos de idade, pois, nasceu a 22 de Agosto de 1960, vulgarmente, conhecido por “Broda”.

Senti uma grande tristeza, porque tinha falecido um amigo meu.

Mindelense de gema, rapaz educado e que respeitava o contraditório, fiel e leal ao seu clube de coração o Clube Sportivo Mindelense, que defendia com amor e dedicação.

Broda, os entendidos dizem que para morrer basta estar vivo, partiste primeiro que eu, mas deixaste-me muito, mas mesmo muito triste.

Ele nunca me tratou, por Luiz, Lulu ou Cardoso da Silva, apenas por “Nha Migue”. Implicava muito com ele, porque dizia-lhe todas as vezes, que nós nos encontrávamos, que o Rui Leite (treinador) e o presidente Daniel Jesus, (Nhela), tratavam o Mantorras melhor do que ele, e, a resposta vinha de pronto, mas eu sou Mindelense até morrer.

Quando havia um lance duvidoso dentro da grande área (um hipotético penalty) da equipa que defrontava o Mindelense, uma expulsão ou um golo anulado, quando saía do Estádio Adérito Sena, eu que não falo com ninguém depois dos jogos, lá estava Broda a minha espera, dizendo-me (Nha Migue), foi penalty, o golo foi limpo e a expulsão foi injusta.

E, eu na tinha outra saída, em pedir-lhe para me acompanhar até ao meu carro, para falarmos dos casos do jogo. Por isso, irei lembrar-me de ti sempre, quando sair de um jogo do Mindelense, imaginando aquele teu sorriso.

Num jogo do Campeonato Nacional de Futebol, Mindelense/Académica do Porto Novo, eu estava acompanhado do Baessa (narrador e comentarista), a Televisão de Cabo Verde transmitia, e a Micá do Porto Novo, marcou segundo golo, resultado na altura era 1-2, vi a ambulância que estava de serviço no estádio, a dirigir-se para a bancada e alguém me disse foi o Broda que se sentiu mal (era epilético), desde daquele dia brincava com ele, que a Académica do Porto Novo é que era o remédio, para ele ficar sossegado num estádio, mas Broda me respondia sempre, que nãi tinha tomado o remédio, porque não tinha conseguido uma receita.

Assumo aqui que brincava muito com ele, porque sabia que era leal e fiel ao seu clube (Mindelense), mas sempre educado e com o seu sorriso nos lábios, fugindo de mim, na Rua de Lisboa, quando estava acompanhado dos meus amigos Torregas e Alberto Leite (pai de Rui Leite), portanto, aqui ninguém tem dúvidas que queriam apenas brincar com ele, dizendo que os encarnados eram a pior equipa de Cabo Verde.

São Vicente está de luto, Mindelo perdeu um dos seus filhos queridos, o homem que acompanhava todos os funerais, o Clube Sportivo Mindelense perdeu um adepto ferveroso e apaixonado, e eu perdi um grande amigo e admirador. como comentarista desportivo.

Fiquei muito triste, porque desta vez Broda me enganou, partindo sem me avisar para a eternidade.

A família, enlutada, ao Clube Sportivo Mindelense, a Sports Mídia apresenta as suas sentidas condolências e consolação.

Presto uma singela homenagem póstuma, a uma pessoa que merecerá sempre o meu respeito e a minha admiração, pois, eras um amigo que não esperava nada em troca.

SPORTSMÍDIA 

 

 

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