Bela quer ser uma grande engenheira, mas quer ser profissional para custear os seus estudos

Bela quer ser uma grande engenheira, mas quer ser profissional para custear os seus estudos

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Belinda Angeline Jesus Fernandes Santos, também conhecida por Bela, nasceu em São Vicente no dia 29 de Novembro de 2001, 18 anos de idade, estudou desde o 1º até ao 12º ano de escolaridade na Escola Salesiana de Artes e Ofícios, e, após o término do ensino secundário viajou para Portugal, Bragança, onde estuda Engenharia e Gestão Industrial no Instituto Politécnico de Bragança.

Começou no Basquetebol, com apenas 14 anos, mais precisamente, em Dezembro de 2015, e lembra como se fosse hoje que no percurso escola-casa ouviu o bater de bolas no Centro “Nhô Djunga” e por curiosidade foi espreitar. Estava lá o treinador Admilson (Sarda), pessoa que ela admira imensamente, a treinar a sua equipa. Ele permitiu que juntasse ao seu grupo, e, foi nesse dia, ela apaixonou-se pelo Basquetebol e nunca mais parou.

O seu primeiro Campeonato Regional foi jogado com a camisola da equipa do treinador Sarda, “Progresso”, mas depois deixou essa equipa algum tempo depois, e decidiu juntar-se a equipa Académica do Mindelo (Micá) na altura orientada pelo Kula Cruz.

Por ele ter deixado a equipa, viajou para a Cidade da Praia, a sua passagem por esse clube não durou muito, tendo a Bela ingressado no “All blacks”, treinando com o técnico Paulo Martinho equipa a qual eu joguei o meu segundo e último campeonato tendo ficado na 2* classificação.

Em 2016 ela foi uma das seleccionadas à pré-seleção Cabo-verdiana de Basquetebol Sub-16, mas não teve a sorte, ou melhor, reconhece que não trabalhou o suficiente, para conseguir ir até ao fim, e, portanto, foi eliminada dessa convocatória.

Essa basquetebolista, reconhece que foi uma grande oportunidade desperdiçada, que lhe serviu de lição, tentando dedicar-se mais aos treinos, servindo de exemplo, que na vida, para se conquistar uma vitória, é necessário muito trabalho.

Desde o início do seu percurso, representou sempre a sua escola nos jogos inter-liceus, equipa que era dirigida pelo técnico Kuka, e, depois treinador Leonardo Francês.

Em 2018, representou São Vicente no torneio Inter-ilhas realizado na ilha do Sal, o qual foi uma grande experiência e contribuiu imenso, para que, ela acreditasse nas suas potencialidades, e, treinasse com mais garra e afinco.

Nesse mesmo ano foi a Maputo, Moçambique representar Cabo Verde no Afrobasket, tendo sido uma experiência gratificante, teve a oportunidade de ver o que realmente era jogar o basquetebol e sentir a vibração, o calor, o orgulho de representar a Selecção Nacional do seu país.

Bela confessou ao Sportsmídia que essas duas últimas experiências mencionadas contribuirão muito para o seu desenvolvimento, não apenas o táctico mas o mental, mudaram a sua visão, fizeram-lhe ver que o “bom” não existe, temos sempre algo a melhorar, que para haver melhorias tem que haver dedicação, humildade, esforço e empenho.

Foi treinada por vários treinadores, sem falar dos “treinos extras” que ela invadia das várias equipas masculinas, achando que cada treinador tem algo novo a ensinar e sentindo a necessidade de aprender coisas novas sempre, visto que, cada um tem a sua maneira diferente de ensinar,  cabendo a cada atleta decidir  qual é o melhor método.

Belinda Santos, vive actualmente em Portugal, num local onde não há equipas de Basquetebol, o que lhe entristeceu e muito, desde que chegou aquele país europeu, mas ela desanima e pretende ser uma excelente engenheira, mas não tenciona abandonar o desporto, portanto, já iniciou um projeto afim de tentar criar uma equipa de basquetebol no Instituto Politécnico onde estuda e assim continuar a conciliar o útil ao agradável como sempre fez.

Bela gostaria imenso, jogar e ganhar algum, para libertar um pouco a sua mãe nas despesas inerentes, fazendo com que o desporto custeasse os seus estudos, agarrando uma oportunidade dessas com unhas e dentes.

O seu ídolo no basquetebol é o Stephen Curry mas há outras pessoas que ela admira, casos de Erivánio Baptista (Ery), o Leonardo Francês, a Joseana Vaz (Jó), o Bruno Fortes e também a Mireille Mirianne, pessoas que além de serem incríveis jogadores, sempre acreditaram no seu potencial e nunca deixaram de lhe aplaudir ou reprimir-lhe, quando ela não fazia as coisas bem feitas.

Bela tem uma imensa gratidão para o treinador Sarda, que lhe apresentou este universo lindo que é o basquetebol e a admira pela sua persistência em querer levar o basquetebol em Cabo Verde sempre mais além, e, a forma como lida com os seus jogadores ( rapazes e meninas), o seleccionador nacional de basquetebol Emanuel (Mané) Trovoada por ser uma excelente pessoa o qual cada palavra amiga é um conselho, para além das reprimendas, também treinador Miguel (Guelass) Jonteca que nos últimos dois anos, que esteve em Cabo Verde lhe motivou bastante,  mostrando-lhe corrigindo-lhe defeitos, apostando muito nela, porque sabia do seu potencial.

Bela deixa um grande conselho aos jovens que querem abraçar essa modalidade, deixando essas palavras de ordem, persistência, dedicação,  empenho e amor por esta modalidade, podendo ser as chaves para o sucesso. Nunca subestimem a vocês mesmos!
Barreiras existem em tudo o que fazemos, mas as derrotas não podem levar a desistência e sim a melhoria.

Além de treinar, estudem. Pode-se não ter sucesso ao ponto de se sair de Cabo Verde para jogar, mas chegando aqui (através dos estudos) pode-se conseguir fazer parte de uma equipa e ir mais além… Sonhem!

Essa basquetebolista quer ver essa modalidade evoluir em Cabo Verde,  em especial o feminino, que tem estado um bocado estagnado, esperando que um dia, o basquetebol ganhe grande notoriedade, com uma grande vitória e ela espera estar presente.

SPORTSMÍDIA

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