Ausências de Nilza e Karina podem estar na origem da demissão do selecionador

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Assistente Cláudia Pinto e o selecionador Orazio Mineci Foto: Marcos Fonseca

A não inclusão da passadora Karina do ABC e da central Nilza na lista das convocadas para a Fase Zonal de Apuramento para o Mundial que acontece este mês na Capital, pode estar na origem da demissão do selecionador Orazio Minneci.

Karina que iniciou esta época no VVG da Praia e voltou para o ABC depois de algumas épocas no rival Seven Stars, estava afastada da seleção havia um tempo por motivos pessoais. Já a capitã Nilza disputos os Jogos Africanos.

Além das duas veteranas, as críticas mesmo antes da divulgação da lista oficial foram motivadas pela ausência da santantonense Clarinha e as chamadas da passadora Camila que não joga há algum tempo e da filha do selecionador que tem 15 anos, conforme uma fonte do SportsMídia.

Orazio que não quis pronunciar-se sobre Nilza e Karina, adiantou a este online que Clarinha e Juma não foram convocadas por motivos pessoais.

Na carta de demissão, o selecionador lembra que no dia 13 de setembro de 2015 após o término da participação nos Jogos Africanos no Congo Brazzaville, avisou as atletas que haveria mudanças na convocatória seguinte e pediu para que não se sentissem excluídas.

“A seleção é constituída por um grupo largo de atletas jovens e mais experientes no qual, conforme as necessidades, o selecionador pode escolher”, argumentou.

Outro motivo que segundo o treinador das Musas do Atlântico acabou com as chances da sua permanência, foi um suposto pedido de substituição dos colaboradores técnicos Ilton Gomes e antiga internacional Cláudia Pinto considerada peça importante para o sucesso no Torneio da Zona II em Dakar onde Cabo Verde ficou em segundo lugar e qualificou para os Jogos Africanos.

“Se teimasse em seguir, haveria hostilidade e um ambiente fortemente crítico que iria reflectir-se negativamente nas convocadas. Mais ainda, por a competição ser na Praia de onde chegam as maiores e mais violentas críticas, se aceitasse, coisa que não é admissível, haveria sérios atritos entre as que são impostas pela Direção e as que convoquei”, justifica o técnico italiano.

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