Académica do Mindelo completa 80 anos

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Rambé comanda ataque contra o Mindelense pelo Campeonato de São Vicente 2020                                                 Foto: Marcos Fonseca

Completam hoje ( 1 de Abril) oitenta anos, que João Barbosa, Dr. Luís Terry,  Jerónimo Cardoso da Silva, Euclides Lima (Kida), Saturnino Gomes, Luís Marques da Silva (Lulu Marques), António Lima Araújo (Tets), Simplício José Soares, Adriano Leite, José Soares, Silvestre da Luz Almeida, José Roberto, (Djê Griguim) e Júlio de Nina, fundaram a Associação Académica do Mindelo.

Ao longo dessas oito décadas, a equipa da camisola negra que surgiu de uma dissidência do Mindelense, clube que se tornaria seu maior rival, cresceu, amadureceu, ganhou milhares de simpatizantes e se transformou numa das maiores instituições desportivas do Arquipélago.

Sua afirmação no contexto nacional, começou a ser projetada ainda adolescente. Com treze anos de vida escreveu seu nome na história da como o primeiro campeão de Cabo Verde, ao derrotar o Vitória da Praia, por 2 a 0.

Para conseguir esse feito, segundo o jornal O Arquipélago, a equipa alinhou com: Nhê (Gr); Salazar e Ni; Adriano, Daniel e Djuinha; Tuínga, Américo, Orlando, Monca e Tutchim.

O sabor da conquista do título quando Cabo Verde ainda pertencia a Portugal seria repetido mais duas vezes. Em 1965, quando no Estádio da Fontinha derrotou o Sporting da Praia por 2 a 0, golos de Gaby.

Um par de anos depois, no mesmo Estádio, a conquista seria em cima dos Travadores, depois de um empate sem golos na primeira partida, na finalíssima, venceu por 2 a 0, com dois golos de Gaby.

No pós-Independência, levou o troféu de Campeão da República de Cabo Verde, em 1989. Depois de eliminar o eterno rival, o Leão da Rua da Praia, marcou ” ó cover ” na final contra o Santa Maria, na Ilha do Sal.

A essas conquistas, somam-se vários títulos de Campeão de São Vicente e de diversos torneios, como a Taça Lusitânia em homenagem a Gago Coutinho e Sacadura Cabral vencida no dia 22 de Abril de 1972, depois de derrotar o Derby por 4 a 1 e vencer o Mindelense por 2 a 1 com golos de Bety e Pedras.

Nem só de futebol vive o clube estudantil. Na década de 70, quando era presidida por Djon Tuta, por iniciativa de Memei e outros companheiros apostou no basket, modalidade que lhe deu várias conquistas regionais e nacionais Sub 18.

Fruto da aposta na formação sob a liderança do Coach Kula Monteiro, sagrou-se Campeão Nacional em 2014 com uma geração dourada que tinha entre outros, nomes como Anderson, Cony, Punha, Vany e Fred.

Ainda nas modalidades de salão, é o maior campeão nacional em Voley Feminino com dez títulos, sendo nove consecutivos. Títulos com a marca da lenda e internacional Irina Delgado. Também deixou sua marca nos pavilhões nacionais, em andebol feminino e no voley masculino.

Para construir essas oito décadas de história, o clube atualmente presidido por Manuel Cabral, contou com nomes ilustres, como Senhor Tet’s o único que foi jogador, treinador, Presidente da Assembleia Geral e Presidente da Direcção e Dona Rosa, considerada a mãe da Académica.

Também passearam classe com a camisola negra, craques como: Tets, Tuínga, Serra, Tchalé Graça, Djô Spencer, Nhelas Além, Adriano St’ Aubyn, Tchol, Álvaro Nha Sabina, Álvaro Nha Concha, Silvino da Luz, Agostinho Fortes, Salazar, Professor Du, Júlio de Nina, Lencó,  Moacyr Rodrigues, Manel Djinha,Tchenta, Djalma, António Cohen, Elísio, Paulo, Monca, Pitcha, Armando Pedro Teodora, Tonecas Lobo, Palim, Gaby, Bety, Calú, Nuna, falecido Eugénio Barros, Eduino, Funa, Valério, Chico Mascarenhas, Sabino, Jorge Humberto, Carlos Alhinho, Pitão, Djon Djini, Amizade, Manquina, Faba, Manecas, Magalhães, Necas e Candinho Paris, Negra, Alberto Leite, Cadok, Batchinha, John Santos, Crisóstomo, Humberto Elísio, Silva, Amado,  Armandin de Jorge Cornitim, Oscar, Tchoy, Lepo, Nery, Gil, Celino, Gugu, Ernesto, Focá, Rufino, Lulu Cardoso da Silva, Micucha, Djô Brocó, VáVá, Zé  Cohen, Pomba, Carlos e Djoi de Tet’s, Luís de Guiné,  Vave, Pita, Fifip, Berona, Gadú, Luís Alberto,  Costa, Bassana, Torregas, Tuza, Armandim, Costa, Abel, Charles, Álvaro Freitas, Chalana, Jorge Reggae, Bissau, Fock, Kelly, Kadú, entre muitos outros. Atualmente o avançado internacional Rambé é a maior estrela da Micá.

O clube também conquistou um lugar no coração de ilustres adeptos, como: Tio Calú, Pana, Bitunga, Jorge Leite, Djon Costa, Baik, Carlos Jorge, Gab’s, Ralão, Nhô Armando de Maderalzim, Culau, Rosa Bendita, Pól Ribú, Pepé, Tchuck Novais, Tó Figueira, Cudjuk, entre outros que nunca esquecem a vitória por 3 a 0 sobre o Mindelense que ficou conhecida Três Café.

Ó Micá, Micá, Micá

SPORTSMÍDIA

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